Há muita coisa na internet sobre a Argentina, e por existir muita coisa, há muita coisa desatualizada, principalmente para um país da América Latina que sofre tanto com mudanças. Diferente da Europa, onde as coisas são estáveis, na América Latina há uma constante mudança, principalmente na economia. Vamos lá:
1 - Moeda
Já levei dinheiro de todas as formas para a Argentina. A primeira vez levei Traveler Cheques, que me disseram era melhor. Da última eu havia levado reais. Dessa vez, depois de procurar bastante, resolvi levar dólares. Cheguei ao Aeroparque fui direto fazer o câmbio. A cotação para o dólar realmente é boa, mas para os reais, é um absurdo. Pagam muito pouco por nossa moeda. Eu tinha em meu bolso dólares e reais, e aí foi a primeira coisa estranha, eles só trocam uma moeda. Se você quiser trocar dólares, só leve dólares. Não consegui trocar os meus reais. Era um sábado, então ainda bem que tinha bastante dinheiro, porque as casas de câmbio do aeroporto estavam todas fechadas.
Na segunda-feira resolvi trocar os reais no centro. As melhores casas de câmbio localizam-se na Calle Sarmiento, próximos da Calle Florida, com uma boa cotação, muito mais vantajosas que a cotação do aeroparque. Cheguei lá, escolhi a casa de câmbio, e entrei na fila. Quando chegou minha vez me pediram o passaporte ou o RG com um tal papelzinho. Como eu havia entrado no país com o passaporte, eu não tinha o tal papelzinho, então não me puderam atender. Outro problema era o valor mínimo. Só trocavam no mínimo 100 dólares, ou seja, mais ou menos 400 reais. Como eu só pretendia ficar no país mais um dia, não valia a pena. A opção foi ir até uma agência do Itaú e fazer um saque no valor que eu pretendia.
Resumindo, leve dólares e habilite seu cartão de débito. Se tiver crédito também é válido. Não leve reais.
2 - Aeroparque
Eu nunca tinha desembarcado no Aeroparque, sempre Ezeiza. O Aeroparque é um aeroporto muito mais bem localizado, próximo ao centro, como Congonhas em São Paulo. Já Ezeiza é longe, como Guarulhos. Apesar disso, o Aeroparque é um aeroporto muito modesto. Normalmente o embarque é remoto, então você tem que pegar aqueles ônibus na pista. A minha mala demorou uma eternidade para aparecer na esteira, e perdi mais 50 minutos na fila da única casa de câmbio do aeroporto. Pra quem puder levar alguns pesos, para o taxi, ajuda. O taxi é outro problema, já que todo mundo manda evitar os taxis comuns, que ficam na porta do aerporto. Por outro lado os Remis são bastante caros. Por fim, peguei um taxi comum para ir, pagando 180 pesos (fiquei no Ibis Congresso), e 260 pesos para voltar ao aeroporto de Remis.
O motorista do taxi, na ida, não tentou me enganar. Conheço bem o caminho e fui observando. Foi tudo certinho. Na volta optei pelo Remis para evitar o trânsito, já que meu voo era no início da noite.
3 - Metrô
Uma novidade, desde a última vez que havia ido, foi a existência de um tipo de bilhete único para fazer o pagamento. O cartão pode ser comprado em várias bancas de jornal na Calle Florida, e a carga eu fiz dentro do da própria estação. É muito fácil entrar com o cartão. Paguei 50 pesos no cartão e fiz uma carga de 60 pesos. Acabei gastando 45 pesos e sobrou 15, que vou guardar pra próxima.
4 - Passagens
O valor que os aeroportos cobram pela taxa de embarque nos aeroportos argentinos é ridículo. Eu não paguei a passagem porque troquei por milhas Smiles, mas as taxas de embarque ficaram em quase 500 reais. Tudo bem, se o Aeroparque fosse um grande aeroporto, até entenderia esses valores, mas as rodoviárias de São Paulo são muito melhores
5 - Preços
Os preços na Argentina não estão muito agradáveis para nós brasileiros. gastar 200 pesos é fácil. Um alfajor, 20 pesos. De toda forma da pra passar um dia por lá com 800 pesos
6 - A cidade
Buenos Aires continua uma cidade bem agradável. Claro, você está na América Latina, então é normal encontrar os problemas latino americanos que já conhecemos, mas vale sempre uma voltinha
Enfim, é isso... :)


