Outro dia me perguntaram qual era a melhor forma de ir de Dublin para Londres. Bom, a melhor sempre depende. Pra alguns, a melhor pode ser a mais rápida, já para outros, a melhor pode ser a mais barata, e outros podem procurar aquela com melhores paisagens.
Escolhi ir de Ferry porque já tinha ido de avião outra vez, e porque minha curiosidade em ver o chão sempre prevalece. De férias sempre se tem tempo, e ficar sentadinho em um ferry, ou em um trem, é sempre um instante para descansar enquanto a paisagem passa pela janela (bom modo de pensar, não?)
Peguei um taxi em uma manhã fria de sábado na cidade de Dublin. Do centro, pedi para que o taxista me levasse ao porto, sem me preocupar em qual lugar do porto eu teria de ir. Sei lá, talvez na minha cabeça de gente do interior o porto era um lugar único e pequeno, como o porto lá de Presidente Epitácio... ah, esqueça, provavelmente você leitor nem tem ideia do que seja Presidente Epitácio.
Bom, como eu não sabia para onde ir, pedi para que o motorista me levasse até o terminal da Stena Line (o bilhete estava dentro da mala e não tinha como eu pegar lá no porta malas e ver). No caminho fui me assustando com o tamanho do porto. Todo o tempo pensando e avaliando como é que eu me viraria para ir até o terminal da Irish Ferries caso não fosse a Stena Line
Chegamos no terminal da Stena Line e o próprio motorista, bastante simpático e falante, sugeriu ficar esperando no carro até que eu confirmasse se era aquela mesma a companhia. Foi minha sorte, já que não era aquele terminal mesmo..
Uma pena, pois do terminal da Stena Line estava saindo o Ulysses, o maior ferry do mundo, e pra quem quer experimentar coisas novas, é muito mais legal pegar um ferry grandão.
Enfim, fui até o terminal da Irish e peguei o Swift, um ferry rapidão, porém menor, e sem o glamour do Ulysses (na foto ao lado Ulysses é o do meio, Swift o abaixo).
O Swift atravessa rápido o Mar da Irlanda, e no caminho ainda ultrapassamos o Ulysses, que havia saído um pouco antes. Na chegada eu, por bobeira minha, fiquei totalmente perdido. Na verdade, ainda dentro do navio o comandante, ou sei lá quem, informou como seria a saída, por qual porta deveríamos sair, e como deveríamos proceder. Como eu estava prestando atenção à paisagem, não prestei atenção ao que ele disse, e achei que não era importante, tipo, só seguir o fluxo. Quando o navio atracou eu não sabia pra onde ir. Desci até o local onde estavam estacionados os ônibus, achei que tinha que entrar em algum daqueles ônibus, já que todos estavam dentro deles, mas qual ônibus entrar. Finalmente o motorista de um me explicou como fazer. Voltei para o andar de cima e achei todos que como eu, haviam entrado a pé, e estavam em uma salinha esperando a vez de desembarcar. Primeiros eles desembarcam os veículos, depois os pedestres.
Chegamos a Holyhead, no País de Gales. É uma cidade pequena, bem pequena mesmo. Saí do porto e fui até a cidade pegar libras nas máquinas automáticas. Devia ter umas 10 pessoas na rua, todas olhando pra mim que arrastava aquela mala enorme. Devem ter achado que eu era terrorista, ou sei lá o que. O acesso ao centro é fácil, basta pegar uma passarela que saí de dentro do terminal e termina na rua principal.
Chegamos a Holyhead, no País de Gales. É uma cidade pequena, bem pequena mesmo. Saí do porto e fui até a cidade pegar libras nas máquinas automáticas. Devia ter umas 10 pessoas na rua, todas olhando pra mim que arrastava aquela mala enorme. Devem ter achado que eu era terrorista, ou sei lá o que. O acesso ao centro é fácil, basta pegar uma passarela que saí de dentro do terminal e termina na rua principal.
Caminhei um pouco, conheci rapidamente o centro, tentei sacar libras em uns 15 caixas automáticos e, quando consegui, voltei para pegar o trem em direção a Londres. Não tinha muito pra fazer naquela "mega" cidade.
Como sempre, o trem saiu pontualmente.
Odeio aquelas poltronas que você fica sentado de frente com outras pessoas. Não sei quem foi que criou aquilo, mas foi exatamente onde me colocaram. Na minha frente uma família inteira que não parava de comer sanduiches. Para quem senta do lado esquerdo do trem, a paisagem é mais legal, principalmente nas praias. Eu, azarado, peguei o outro lado.
Em Londres a estação final é Euston, ao lado da St. Pancras, de onde se acessa facilmente a cidade toda. Essa é uma grande vantagem para quem vai de trem. Aeroportos são sempre distantes.
Enfim, fica a dica pra quem curte trem ou ferry. É uma viagem mais barata, mais bonita, e tem ainda como brinde um passeio pelo País de Gales, porém é um dia inteiro de viagem.

