terça-feira, 30 de agosto de 2016

Bate e volta de Helsinque para Talim

Até bem pouco tempo atrás, se alguém me perguntasse onde fica Talim, eu não teria a menor ideia. Até hoje, apesar de já ter estado lá, eu me confundo em responder de qual país estou falando. A verdade é que a capital da Estônia é bastante desconhecida para nós brasileiros. Quando eu disse que passaria por lá, a maioria nem sabia exatamente o que era a Estônia. Mas se eu sabia tão pouco, porque resolvi ir até lá? É simples, eu gosto de conhecer lugares, e dentro desse espírito nômade, percebi que passaria uns dias em Helsinque. De Helsinque é possível se visitar muitos lugares legais. Pode-se ir até os caros destinos como Dinamarca, Suécia, ou Noruega, pode se ir até a Rússia, e pode-se ir até alguns destinos mais baratos de ex repúblicas soviéticas, como a Estônia ou Lituânia. A ideia original era ir até a Russia, pra onde eu iria três dias depois de chegar a Helsinque, e no período que ficaria na cidade, descobri uns passeios interessantes até Talim, capital da Estônia, e que fica pertinho de Helsinque, apenas separada pelo Mar da Finlândia.
A passagem pode ser comprada pela internet, há várias empresas que fazem a travessia de um lado para outro. Do hotel em que eu fiquei, sempre via uns navios grandes, da empresa Viking Line, mas apesar dos esforços, não consegui comprar o ticket com eles. Acabei comprando com a empresa Silja Line, a única disponível. O grande problema é que o dia que eu tinha para fazer esse passeio era um sábado, e sábado é o dia em que os finlandeses aproveitam para ir até a Estônia e fazer compras, dentre as quais bebidas, artigo com grandes restrições na Finlândia, mas que na Estônia é mais facilmente adquirido. Comprado pela internet fui até o porto um dia antes, conhecer o local de onde sairia meu navio. Como eu disse, o porto de onde sairia o navio da Viking Line era perto do meu hotel, mas esse outro não. Foi bom eu ter ido até lá, porque quando cheguei, descobri que o navio sairia de outro lugar, ainda mais longe. Apesar de mais longe é facilmente acessado pela incrível rede de bondes de Helsinque.

No dia pela manhã me apresentei, entrei no navio, e seguimos para Talim. O navio é grande, cabem carros e  pessoas sem carros. São vários andares distribuídos entre salões de restaurante, áreas para recreação infantil, um terraço gelado, e camarotes. Como todo pobre eu fui na geral, e como o navio tava lotadaço, era pegar algo pra comer, arrumar um lugar pra sentar, e não sair mais dali. Até tentei fazer isso, mas confesso que vendo aquele navio andar tive muita curiosidade em conhecer tudo, então não fiquei sentado. Após comer me levantei, sabendo que não acharia mais lugar para sentar. Acho que em dias de semana deve ser um pouco mais vazio. Sábado realmente é o dia de ouro daqueles navios.
A viagem é legal, em clima de festa. Chegando no porto de Talim confesso que a vista da cidade é deslumbrante. Ao desembarcar, como estamos entrando em outro país, tem um certo trâmite burocrático, mas nada especial. Acho que nem da pra ser, já que tem um navio lotado chegando. Saindo do porto da pra ir a pé até o centro de Talim, é só seguir as torres das igrejas. A cidade é incrível, muito mais que eu pensava. Fiquei 8 horas andando por tudo lá, e não tem como ser menos. Há muita coisa pra ver. No final, foi voltar andando até o porto, pegar o navio, e voltar para Helsinque. Cheguei na capital finlandesa por volta de 22h, mas como eu disse, o transporte é rápido e não demorou mais que meia hora e eu já estava dentro do hotel. Hensinque é uma dessas cidades irritantes onde tudo funciona muito bem.