Dessa vez cheguei ao Termine, a estação ferroviária de Roma, no fim da tarde de uma segunda-feira. Como eu já havia estado lá antes, fui do trem direto para o Metrô, localizado no subsolo do Termini, onde entrei em uma fila e comprei minha passagem em uma máquina, seguindo em direção à Estação Lepanto, onde localizava-se o Hotel Gerber, minha hospedagem em Roma. As estações de trem em Roma são antigas, poucas possuem escada rolante, e quando você carrega uma mala grande como a minha, é sempre complicado subir escadas. Quando eu estava saindo de uma dessas escadas na Estação Lepanto, praticamente no último degrau antes da rua, carregando minha mala de 20kg, senti algo no meu bolso de trás. Coloquei rapidamente a mão no bolso e percebi que minha carteira havia desaparecido. Olhei pra trás e não havia ninguém, voltei um pouco, até as catracas, pra ver se havia caído no chão, sonho meu né. Sem algo que eu pudesse fazer segui fui em direção ao hotel. Por sorte, só havia 70 euros na carteira. Quando eu viajo, normalmente eu espalho o dinheiro e os documentos por vários locais, deixando apenas alguns euros no bolso para emergências, como táxi, almoço, ou alguma coisa que eu queira comprar. No hotel o recepcionista me disse que isso era bastante normal em Roma. Só faltou ele dizer que como eu era do Brasil eu deveria estar acostumado a coisa pior. Pior mesmo é que ele tinha razão se pensou isso. Roma verdadeiramente não é uma cidade perigosa, mas furtos, que no Brasil consideramos até inocentes, são bastante comuns na Europa (tentaram me roubar a carteira também em Barcelona). Fui dormir com raiva de Roma, mas aprendi que nunca se deve carregar carteira no bolso de trás. Vou repetir, NUNCA UTILIZE CARTEIRA NO BOLSO DE TRÁS na Europa.
O segundo dia inteiro de visita a Roma eu reservei para o Vaticano. Como o hotel em que eu fiquei era muito próximo ao Vaticano eu acordei, tomei café da manhã, e segui direto pra lá andando. Já próximo ao Vaticano da pra começar a perceber a movimentação diferenciada, de gente mais velha, que vai fazer esse tipo de turismo religioso. Entrei por uma lateral, localizada na Via Vespasiano. Logo de cara encontrei uma fila para entrar na Catedral Fiquei uma meia hora ali, sem entender nada, e sem saber o que estava acontecendo. Era uma quarta-feira, então a visitação a Catedral no Vaticano começa um pouco mais tarde, pois na parte da manhã das quartas-feiras o Papa realizada um tipo de missa na Praça de São Pedro. Infelizmente quando eu cheguei (não gosto de acordar cedo), a cerimônia já havia terminado, então o Papa já não estava mais lá. Fui a Roma e não vi o Papa. Às 11 horas abriram os portões, e toda aquela multidão entrou. Percebi que eu havia ficado na fila a toa. O acesso ao prédio do Vaticano é simples e fácil. Alguns detectores de metais e eu já estava lá dentro. Realmente é um prédio gigantesco, com muito pra ver, mas nada que vá fazer alguém ficar lá o dia todo. Há uma visitação ao topo do prédio, mas como tem que pagar, depois encarar escadas, eu não fui. Visto a Catedral eu queria mesmo era conhecer a Capela Sistina. O acesso à Capela Sistina é feito na lateral do Vaticano, e a Capela fica dentro do Museu, então tem que se comprar um ingresso para o Museu. Comprei o ingresso e entrei. O Museu do Vaticano é muito legal, gigantesco, então se prepare para andar bastante. No começo fui olhando tudo, mas confesso que há tanto o que olhar, em tantos salões, que depois de duas horas eu queria mesmo chegar na Capela Sistina. Sim, foram 2 horas entrando de salas em salas até finalmente entrar na Capela. Lá dentro uma multidão olhando para o teto e uns italianos pedindo em inglês para não tirar fotos. Entrei, me posicionei ao lado do fluxo, e fiquei observando aquelas pinturas. De tudo que vi, posso dizer uma coisa, Michelangelo era um gênio. Valeu a pena todo o percurso dentro do Museu do Vaticano, e aquela multidão toda ao meu lado. 
Como havia algum tempo ainda resolvi encerrar meus dois dias em Roma em Trastevere, um bairro simpático, cheio de restaurantes incríveis, música ao vivo, e gente bonita. Fui caminhando do Vaticano até lá, chegando no fim da tarde, quando já havia muita gente. Trastevere é um tipico bairro italiano (não que o resto da cidade não seja). Dali, segui andando novamente até o Coliseu, me despedi da Itália, e peguei o Metrô de volta ao Hotel.
Foi assim que tive boca e fui a Roma. Gostei da cidade, do clima, e a pesar de ter sido roubado, não fiquei com marcas ruins em minha memória. O furto eu deletei, e substitui o arquivo pela lembrança gastronômica. Bom, né?